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sexta-feira, 22 de novembro de 2019

Guedes diz que reforma administrativa fica para 2020

O ministro da Economia, Paulo Guedes, confirmou nesta 6ª feira (22.nov.2019) que a reforma administrativa deverá ser enviada ao Congresso somente no início de 2020, conforme decidiu o presidente Jair Bolsonaro. A decisão contraria a expectativa de que a reforma fosse apresentada ainda este ano –o esperado era para esta semana que se encerra.


“Como eu disse na 3ª feira, realmente acreditava que a reforma seria encaminhada ao Congresso ainda nesta semana ou na próxima e que conseguiria convencer o presidente a acelerar o processo”, disse ao jornal O Estado de S.Paulo. “Mas o presidente achou melhor dar 1 respiro para o Congresso e deixar para enviar a reforma administrativa no começo do ano que vem.”

Segundo Guedes, na avaliação de Bolsonaro o “ano está ganho”, uma vez que o governo conseguiu aprovar a reforma da Previdência com uma economia de quase R$ 800 bilhão em 10 anos, enviou o pacto federativo ao Congresso e dever encaminhar na próxima semana a reforma tributária.

No último domingo (17.nov.2019), Bolsonaro havia dito que a proposta de reforma administrativa do governo iria “demorar 1 pouquinho mais”.

No mesmo dia, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), manifestou preocupação com a declaração. Para ele, a decisão de adiar a apresentação do texto seria “muito ruim” para o país.

“Acho que vai ser muito ruim não apresentar a reforma administrativa. O nosso acordo com a equipe econômica é a Câmara receber a administrativa e já tratar da tributária com o Senado. As outras 3 PECs (do pacto federativo) foram para o Senado. Não enviar a administrativa será uma sinalização péssima porque demostrará que não há prioridade na recuperação da qualidade da gestão pública, que deve ser prioridade deste e de qualquer governo”, disse, antes de embarcar de Nova York para o Brasil.

O Poder360 apurou que parte do governo está com receio de que mais uma reforma possa provocar alguma faísca que resulte em protestos de rua, como os do Chile e da Bolívia.

Na última 3ª feira (19.nov.2019), o líder do governo no Senado, Fernando Bezerra (MDB-PE), também já havia adiantado que a reforma administrativa a ser proposta pelo Executivo poderia ficar para 2020.

Poder 360
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