Flavio Bolsonaro cometeu peculato ‘ao que tudo indica’, diz Janaina Paschoal

A deputada estadual Janaina Paschoal (PSL-SP) afirmou que o filho do presidente Jair Bolsonaro, o senador Flavio Bolsonaro (Sem partido-RJ), teria cometido peculato ao supostamente ter realizado a prática da “rachadinha” em seu antigo gabinete da Alerj (Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro). O inquérito é conduzido pelo MPRJ (Ministério Público do Rio de Janeiro).

Em entrevista ao jornal Estado de S.Paulo, publicada nesta 5ª feira (26.dez.2019), Janaina afirma que “ao que tudo indica” o filho mais velho de Bolsonaro teria desviado dinheiro público com a prática. Ela, contudo, não vê indícios de que o senador tenha realizado lavagem de dinheiro.

“Ao que tudo indica, infelizmente, o Flavio cometeu peculato e utilizou funcionários para desviar dinheiro público. Tecnicamente falando, não vejo a lavagem [de dinheiro], mas peculato vejo”, afirmou ao jornal.

O congressista é investigado pelo MPRJ (Ministério Público do Rio de Janeiro) por supostamente chefiar uma organização criminosa que desvia dinheiro público e lava dinheiro em transações imobiliárias e com sua loja de chocolates. A “rachadinha” é um esquema no qual os funcionários são coagidos a devolver parte dos salários que recebem.

Para Janaina, o Ministério Público tem atuado com mais vigor em relação a Flavio, do que em relação a outros investigados pela mesma prática pelo órgão. “Ele tem que responder. O meu desejo é que o Ministério Público Federal faça com os outros daquela lista da Alerj o que está fazendo com Flavio“, afirmou.

A declaração vai de encontro com a posição do presidente Jair Bolsonaro sobre o caso. Para ele, o MPRJ tem cometido abusos na condução do inquérito com o propósito de desgastá-lo. Em entrevista a jornalistas no último fim de semana, ele defendeu também uma forma de controle sobre o órgão.

Uma das autoras do pedido de impeachment contra a ex-presidente Dilma Rousseff, Janaina criticou também a formação do novo partido de Bolsonaro, Aliança pelo Brasil. “Não achei inteligente abrir outro partido nesse momento e dividir sua base“, afirmou.