A economia brasileira já sente os efeitos do novo coronavírus e está começando a colapsar. A avaliação foi feita hoje pelo ministro da Economia, Paulo Guedes, em encontro no Supremo Tribunal Federal que reuniu o presidente da República, Jair Bolsonaro (sem partido), o presidente do STF, Dias Toffoli, empresários e outros ministros. 


Na reunião, Bolsonaro voltou a criticar governadores e prefeitos. Segundo ele, "alguns estados foram um pouco longe nas medidas restritivas".

"As consequências estão batendo à porta de todos. Autônomos perderam ou tiveram a renda reduzida. Quem tem carteira assinada, está batendo na casa de 10 milhões de desempregados. Este número tende a crescer. Por isso, esse grupo de empresários nos trouxe essa preocupação", disse o presidente.

"Quando o Paulo Guedes fala de Venezuela, ele não fala do regime, fala da economia. Chegou a um ponto lá que fica difícil recuperar. Nós, chefe de executivo, de poderes... Sei que o Toffoli toma medidas que ele de um lado e de outro vai sofrer críticas, e mesmo assim ele tem a coragem de decidir. Assim é comigo no Executivo. A coragem que temos de enfrentar é que pode evitar que o país mergulhe numa crise que dificilmente sairá dela."

Em sua explanação, Guedes argumentou que as medidas emergenciais adotadas durante a pandemia podem não se sustentar a médio prazo. "Nós conseguimos, através de várias medidas, preservar vidas, mas também preservar empregos. Enquanto lá fora temos notícias que os EUA demitiram, preservamos mais de cinco milhões de empregos. Lançamos o programa de auxílio emergencial para preservar os sinais vitais da economia. Ainda está funcionado por essa proteção", disse o ministro.